Marcelo Coelho

Cultura e crítica

 

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Escrito por Marcelo Coelho às 18h21

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Outdoor, céu azul

 
 

Outdoor, céu azul

 

"Outdoor", exposição de fotos de André Paoliello, fica em cartaz só até dia 28 na Fauna Galeria, al. Gabriel Monteiro da Silva, 470.

 

 

 

Escrito por Marcelo Coelho às 11h09

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Pechinchas em CDs e DVDs

Discos, principalmente de música clássica, estão com até 60 por cento de desconto na Laserland.

Escrito por Marcelo Coelho às 01h30

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Dois poemas de W. Szymborska

 
 

Dois poemas de W. Szymborska

 

 

Copio aqui versos de Wislawa Szymborska, na tradução de Regina Przybycien, que comentei um pouco no artigo de quarta-feira.

 

A mulher de Lot

 

 

Dizem que olhei para trás curiosa.

Mas quem sabe eu também tinha outras razões.

Olhei para trás de pena pela tigela de prata.

Por distração –amarrando a tira da sandália.

Para não olhar mais para a nuca virtuosa

do meu marido Lot.

Pela súbita certeza de que se eu morresse

ele nem diminuiria o passo.

Pela desobediência dos mansos.

Alerta à perseguição.

Afetada pelo silêncio, na esperança de Deus ter mudado de ideia.

Nossas duas filhas já sumiam para lá do cimo do morro.

Senti em mim a velhice. O afastamento.

A futilidade da errância. Sonolência.

Olhei para trás enquanto punha a trouxa no chão.

Olhei para trás por receio de onde pisar.

No meu caminho surgiram serpentes,

aranhas, ratos silvestres e filhotes de abutres.

Já não eram bons nem maus –simplesmente tudo o que vivia

serpenteava ou pulava em pânico consorte.

Olhei para trás de solidão.

De vergonha de fugir às escondidas.

De vontade de gritar, de voltar.

Ou foi só quando um vento me bateu,

despenteou o meu cabelo e levantou meu vestido.

Tive a impressão de que me viam dos muros de Sodoma

e caíam na risada, uma vez, outra vez.

Olhei para trás de raiva.

Para me saciar de sua enorme ruína.

Olhei para trás por todas as razões mencionadas acima.

Olhei para trás sem querer.

Foi somente uma rocha que virou, roncando sob meus pés.

Foi uma fenda que de súbito me podou o passo.

Na beira trotava um hamster apoiado nas duas patas.

E foi então que ambos olhamos para trás.

Não, não. Eu continuava correndo,

me arrastava e levantava,

enquanto a escuridão não caiu do céu

e com ela o cascalho ardente e as aves mortas.

Sem poder respirar, rodopiei várias vezes.

Se alguém me visse, por certo acharia que eu dançava.

É concebível que meus olhos estivessem abertos.

É possível que ao cair meu rosto fitasse a cidade.

 

 

Paisagem com grão de areia

 

 

Nós o chamamos de grão de areia.

Mas ele mesmo não se chama de grão, nem de areia.

Dispensa um nome

geral, particular,

passageiro, permanente,

errado ou apropriado.

 

De nada lhe serve nosso olhar, nosso toque.

Não se sente olhado nem tocado.

E ter caído no parapeito da janela

é uma aventura nossa, não dele.

Para ele é o mesmo que cair em qualquer coisa

sem a certeza de já ter caído,

ou de estar ainda caindo.

 

Da janela há uma bela vista para o lago,

mas a vista não vê a si mesma.

Existe neste mundo

sem cor e sem forma,

sem som, sem cheiro, sem dor.

 

Sem fundo o fundo do lago

e sem margem as suas margens.

Nem molhada nem seca a sua água.

Nem singular nem plural a onda

Que murmureja surda ao seu próprio murmúrio

ao redor de pedras nem grandes nem pequenas.

 

E tudo isso sob um céu por natureza inceleste,

no qual o sol se põe na verdade não se pondo

e se oculta não se ocultando atrás de uma nuvem insciente.

 

O vento a varre sem outra razão

que a de ventar.

 

Passa um segundo.

Dois segundos.

Três segundos.

Mas são três segundos somente nossos.

 

O tempo correu como um mensageiro com notícias urgentes.

mas isso é apenas um símile nosso.

Uma personagem inventada, a sua pressa imposta

e a notícia inumana. 

 

Escrito por Marcelo Coelho às 01h17

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Em busca do sentido

 
 

Em busca do sentido

Continuo lendo “Em busca de sentido”, livro de Viktor Frankl sobre sua experiência nos campos de concentração nazistas.

 

"A maioria [dos prisioneiros] preocupava-se com a questão: “Será que vamos sobreviver ao campo de concentração? Pois, caso contrário, todo esse sofrimento não tem sentido.” Em contraste, a pergunta que me afligia era outra: “Será que tem sentido todo esse sofrimento, toda essa morte ao nosso redor? Pois, caso contrário, afinal de contas, não faz sentido sobreviver ao campo de concentração.”

 

 

Ele desenvolve essa questão num raciocínio que não deixa de ter forte conotação religiosa.

 

Não há sentido apenas no gozo da vida, que permite à pessoa realizar valores na experiência do que é belo, na experiência da arte ou da natureza. Também há sentido na vida que –como no campo de concentração—dificilmente oferece uma chance de se realizar criativamente e em termos de experiência (...)

Faz muito que o recluso está privado de realizar valores criativos. Mas não se encontra sentido apenas na realização de valores de criação e experiência. Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá."

 

 

 

Escrito por Marcelo Coelho às 20h56

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Audácia

 
 

Audácia

"É preciso muita audácia para publicar o primeiro romance lésbico rural das letras brasileiras: Shangrilá, de Marina Porteclis. Ou o primeiro romance a mostrar uma cigana lésbica: Os caminhos de Lumia, de Lara Orlow."

Leio estas informações num release da editora Brejeira Malagueta, especializada em livros de temática homossexual feminina.

Mas esse gênero de prioridade corre o risco de não ter fim. Será que já foi escrito o primeiro romance sobre trapezistas lésbicas? Aeromoças lésbicas, talvez? Freiras lésbicas, certamente. Garçonetes. Fisioterapeutas? 

Há muito futuro pela frente.

Escrito por Marcelo Coelho às 18h09

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Infelicidade gasosa

 
 

Infelicidade gasosa

Em sentido figurado, se poderia dizer que o sofrimento do ser humano é como algo em estado gasoso. Assim como determinada quantidade de gás preenche um espaço oco de modo uniforme e integral, não importando as dimensões desse espaço, o sofrimento, seja grande ou pequeno, ocupa toda a alma da pessoa humana, o consciente humano.

         Daí resulta que o “tamanho” do sofrimento humano é algo bem relativo; resulta, ainda, que algo quase que insignificante pode causar a maior das alegrias, como foi, por exemplo, na ocasião em que viajávamos de Auschwitz para um dos campos filiais em Dachau, na Baviera.

         Nossa ansiedade crescia à medida que o trem se aproximava daquela ponte sobre o Danúbio pela qual, segundo diziam companheiros com anos de experiência em campos de concentração, ele teria que passar assim que se desviasse da linha principal, caso se dirigisse a Mauthausen.

         Quem ainda não passou por algo semelhante só acreditaria se pudesse ver os prisioneiros dançando de alegria ao perceber que o transporte se dirigia “apenas” para Dachau.

 

Este é um trecho de Em busca de sentido, livro do psiquiatra (e sobrevivente do nazismo) Victor Frankl, que já tem mais de vinte edições no Brasil. Estou lendo para preparar um texto sobre o DVD de Shoah, documentário de Claude Lanzmann sobre o extermínio, para a “Ilustríssima”.

 

Frankl desenvolveu uma teoria terapêutica, em tese uma superação da psicanálise, a partir de suas experiências no campo. Vou aos poucos citando os trechos que me parecem mais significativos e comentando quando der.

Escrito por Marcelo Coelho às 00h59

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Ameaça a Momo

Crescem os protestos populares –e até as mobilizações judiciais—contra a prefeitura do Recife.

É que, desde o ano passado, o prefeito da cidade, João da Costa (PT), resolveu extinguir a eleição popular para o rei Momo.

Motivo: sempre acabam sendo eleitos representantes gordos.

E isso é um desestímulo à aquisição de hábitos saudáveis pelo povo da cidade.

Éverton Melquias, um dos líderes do Coletivo Momo, e ele próprio eleito rei no ano passado num evento alternativo, condena a atitude do prefeito, e usa o termo adequado para caracterizá-la: lipofóbica.

Escrito por Marcelo Coelho às 13h20

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Peça para rir

 
 

Peça para rir

Quem quiser um espetáculo de puro humor no teatro, sem apelação e com talento, pode experimentar “Eu era tudo para ela e ela me deixou”, em cartaz no Teatro Faap.

Naquele esquema de um ator cômico fazendo várias personagens, Marcelo Médici encarna uma prostituta gaúcha, um ou dois psicopatas assassinos, um paulistano do tipo “amigão do escritório”, uma dona de pensão argentina, etc., interligadas numa trama meio surrealista.

Um maridão babaca (Ricardo Rathsam) é expulso de casa pela mulher (o próprio Médici) e inicia uma viagem pela solidão urbana e pelas loucuras de cada um dos personagens com quem topa em sua busca de abrigo onde passar a noite. O que pode haver de melancólico nessa ideia se anula pelo poder demoníaco de Marcelo Médici para imitar sotaques, inserir tiradas de improviso, reproduzir com perfeição certos ridículos do cotidiano.

É sempre um prazer, em que pese toda nossa cultura modernista, ver a realidade reproduzida com precisão fotográfica. Pois a reprodução da realidade, muitas vezes, é a melhor maneira que possuímos para ver a própria realidade. O que está diante de nossos olhos só ganha relevo de fato quando alguém sabe reproduzi-la bem.

Claro que com muitas referências a sexo e a programas de TV, mesmo assim a peça não tem baixarias monumentais, daquelas que fazem a gente se sentir exilado da plateia quando esta cai na gargalhada. Uma ou duas boas surpresas em cena garantem uma teatralidade no espetáculo, para além da mera sucessão de esquetes e imitações cômicas.

A revelação final se ressente um pouco de um ritmo muito abrupto, passando do que surpreendente para o desconcertante, quase mal explicado.

Também contribui para o enfraquecimento do efeito final a caracterização, a meu ver plana demais, do personagem vivido por Ricardo Rathsam. Suas falas, no texto de Emílio Boechat, tendem ao repetitivo, e não há muita razão para ele ter um figurino quase clownesco, carregando uma tuba, por exemplo, num papel que exigiria um toque maior de trivialidade cotidiana, uma aparência de “marido comum”, na maior parte do tempo. Fora isso, Rathsam segura bem a função de dar oportunidade para Médici desenfrear seu grande talento para a comédia.  

Escrito por Marcelo Coelho às 00h02

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Tempo dos agiotas

         As notícias econômicas indicam um aumento da inadimplência nos últimos tempos. Ou seja, as pessoas estão deixando de pagar suas prestações e mensalidades.

         Os técnicos continuam dizendo que isso não é preocupante. Que não estamos vivendo uma “bolha”, ou “corrente da felicidade” de dívidas em cima de dívidas, como a que estourou nos Estados Unidos.

         Pode ser.

         Mas meus escassos contatos com o mundo real indicam o contrário.

         Talvez o leitor possa fazer a pesquisa por si mesmo.

         Não está a sua funcionária doméstica absolutamente entalada nas dívidas do cartão de crédito? Ou com IPTUs e coisas do gênero em preocupante atraso? E quanta gente não entrou no cheque especial?

         Já fui convocado vezes sem conta para ajudar em emergências desse tipo no meu círculo mais próximo.

         A pergunta é: por que os dados gerais da economia não refletem essa pindaíba?

         O que vejo todo dia à minha volta será apenas uma exceção?

         Ocorreu-me uma resposta, a ser pesquisada.

         As pessoas estão pagando, ainda, suas dívidas “oficiais” porque usam o dinheiro que pegaram com agiotas.

         Não há estatísticas, acho, sobre o crescimento da agiotagem no Brasil.

         Mas já faz tempo que a gente vê, nos postes de rua, anunciozinhos prometendo “dinheiro já” para quem ligar em determinado telefone.

         Na hora em que isso explodir, e se explodir, vamos ter uma baita crise nos carnês das Casas Bahia e nos cartões de crédito.

Escrito por Marcelo Coelho às 12h53

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Eis a nota oficial, datada de 10 de janeiro, do governo do Estado a respeito das operações na cracolândia

O Governo do Estado de São Paulo reafirma que as ações de combate ao tráfico de drogas e de assistência aos dependentes químicos vêm sendo planejadas em conjunto com a Prefeitura há pelo menos três meses. Membros do Ministério Público e do Poder Judiciário participaram de reuniões e muitas das sugestões foram contempladas.

Desde o princípio, Governo e Município foram claros em relação ao cronograma e ao caráter contínuo e de longo prazo da operação. Os resultados obtidos nestes primeiros dias estão dentro do planejado. Em sete dias de operação, foram feitas 1.387 abordagens sociais e de saúde, que já resultaram na internação de 47 pessoas pelo serviço de saúde municipal.


Esses e outros dados sobre a operação têm sido divulgados diariamente, com absoluta transparência. O Governo do Estado de São Paulo está à disposição para fornecer qualquer informação que for solicitada pelo Ministério Público.


O Governo do Estado de São Paulo vê com bons olhos todos os esforços de outras instituições, como o Ministério Público, para aperfeiçoar o combate a esta chaga social.

Se isso é ação coordenada, com o centro de atendimento ainda por inaugurar, então estou entendendo pouco da coisa.

E se "abordagem social" é partir de bala de borracha e motocicleta em cima daqueles infelizes, as autoridades devem estar se congratulando pelo sucesso da iniciativa até o momento.

Escrito por Marcelo Coelho às 20h49

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Cavalo de Guerra

 
 

Cavalo de Guerra

Falei muito mal de “Cavalo de Guerra”, filme de Spielberg, na minha coluna para a Ilustrada.

Mas não se pode dizer, claro, que seja “mal filmado”. Em especial há uma cena marcante, do cavalo-herói desembestando dentro das trincheiras, e depois arremetendo na “terra de ninguém” entre as linhas inglesas e alemãs.

Lembro-me de uma imagem absolutamente surpreendente de um documentário de Buñuel, “Tierra sin Pán”, mostrando a miséria de camponeses espanhóis. A câmera mostra um vilarejo comum, estaciona diante da portinhola de uma casa, e dela sai, repentinamente, um enorme touro negro.

Essa liberdade do animal em meio a construções humanas é filmada maravilhosamente em “Cavalo de Guerra”.

Há também o uso de “símbolos visuais” bastante felizes: os sulcos da terra arada, sob a chuva, no começo do filme, prefiguram as trincheiras encharcadas que o protagonista encontrará depois.

Pena que um diálogo entre os soldados “entrega” essa metáfora. De qualquer modo, minha prevenção contra o filme já era tão grande, àquela altura, que eu não a teria percebido se eles não dissessem. 

Escrito por Marcelo Coelho às 14h08

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Espiões impenetráveis

 
 

Espiões impenetráveis

 

 

         “O Espião que Sabia Demais”, filme de Tomas Alfredson baseado no clássico de espionagem de John Le Carré, é uma daquelas histórias que quanto mais a gente pensa que está entendendo menos entende alguma coisa, e com isso achei melhor relaxar enquanto assistia.

         Na verdade, acho que o enredo importa pouco. O espião George Smiley (Gary Oldman) tem de descobrir qual o traidor entre seus quatro colegas na cúpula do serviço secreto britânico.

         Ao contrário dos filmes (ou melhor, romances) policiais clássicos, os suspeitos não têm, cada qual, suas características próprias, seus cacoetes capazes de fazer com que o público incline suas simpatias ora para um, ora para outro.

         Quando o mistério de quem entregava segredos para a URSS afinal é resolvido, ficamos com a sensação que poderia ter sido qualquer um dos outros suspeitos.

         E que, se o filme tivesse mais dez ou quinze minutos, nova rodada de engodos e máscaras atrás de máscaras seria realizada.

         Como todos estão enganando todos ao mesmo tempo, pode-se sempre dizer que o espião A entrega segredos da Inglaterra para a URSS, só que estes segredos são falsos, de modo a enganar a URSS, que sabe disso e finge acreditar, para encobrir as ações do espião B, que é o verdadeiro traidor, só que os segredos que este entrega, pensando ser verdadeiros, são na verdade falsos também, porque o espião C, desconfiando de B, resolve enganá-lo, mas isso não adianta, porque o espião C, na verdade, servia apenas para encobrir as ações de A, cujos segredos falsos na verdade eram verdadeiros...

          A ciranda gira sem parar, e todos os espiões acabam (como mostra, em parte, o próprio filme) vitimados por um mecanismo em que a informação falsa e a verdadeira trocam o tempo todo de lugar. O equilíbrio das potências exige que um espião desacredite o adversário diante dos superiores, e nunca se sabe se é possível acreditar no desacreditamento.

         O que mais me pareceu interessante no filme não é esse pega-pega, mas o charme dos atores, todos confinados a um jogo onde não podem “atuar”, porque são espiões que não podem revelar suas próprias reações.

         Sobra apenas o carisma de cada um (Colin Firth, John Hurt, Mark Strong, Tom Hardy), numa espécie de sinfonia, ou música de câmara, feita de falas enigmáticas e rostos masculinos em plena elegância britânica.

 

 

Gary Oldman

 

Mark Strong

 

Escrito por Marcelo Coelho às 22h05

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coisas geniais (?)

O Natal já passou, mas se você estiver ainda com algum presente para dar atrasado, ou se simplesmente não sabe mais como gastar o próprio dinheiro, há sugestões curiosas no site coisasgeniais.

Por exemplo, este suporte de rolo de papel higiênico que grava mensagens para o próximo usuário do banheiro, do tipo "não esqueça de apertar a descarga":

 

esta almofada que muda de cor:

 

 

ou este disparador automático de bebida, para quem não consegue mais segurar o copo.

 

Escrito por Marcelo Coelho às 15h41

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prêmios nada notáveis

         O compositor Marlos Nobre certamente não depende de um prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte para turbinar a sua carreira. Aí pela década de 70, ele já era considerado um dos mais importantes compositores eruditos brasileiros.

         Agora, ele acusa um dos membros do júri da APCA de ter cobrado R$ 5 mil para votar nele.

         Seja qual for o desfecho desse caso, algumas perguntas merecem ser feitas.

         Quem estaria disposto a pagar 5 mil para ter um voto nessa premiação?

         Qual a importância dessa premiação?

         Alguém se lembra de quem foi premiado nos últimos anos?

         Acho que sou crítico, se não de música ou de artes plásticas ou de literatura, de alguma coisa no gênero... Nunca soube nem onde fica a sede da APCA.

         A única premiação desse gênero de que participei como jurado é a do Portugal Telecom (ou é Brasil Telecom?) que tem o mérito de funcionar como uma espécie de enquete gigante sobre os melhores livros do ano, com mais de 5 mil críticos (?) fazendo uma lista de dez possíveis ganhadores, pela internet. A partir daí vão filtrando os finalistas. Pelo menos me parece uma coisa razoavelmente representativa.  

Escrito por Marcelo Coelho às 14h31

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Marcelo Coelho Marcelo Coelho é membro do Conselho Editorial da Folha e escreve semanalmente no caderno "Ilustrada" desde 1990.

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